16 de dezembro de 2011

palavras soltas

Contemplo o luar à procura de encontrar respostas, respostas essas, que simplesmente não existem. Os meus olhos enchem-se rapidamente de lágrimas assim que me vens à memória. Vejo um vulto por meros segundos. Reflicto e chego a uma conclusão. Eras tu, era a tua face. Eram os teus olhos castanhos claros com um esverdeado que se quer manifestar, mas não consegue. Era o teu cabelo também de tom castanho claro, arranjado especificamente com a parte de cima espetado com cera e mais curto nos lados. Era o teu sorriso único, ao qual eu consigo distinguir perfeitamente entre várias pessoas. Consigo distinguir se é um sorriso intencional, verdadeiro ou um sorriso falso. Mas eu volto a mim e tu foges a sete pés. Quando dou conta, tu não estás.  E é aí que eu caio em mim. Era uma imaginação. Um sonho ter-te de novo ao pé de mim. És um passado sem futuro. És um amigo, um simples amigo, nada mais. Mas eu amo-te.

6 comentários:

  1. Texto lindo. Por vezes as recordações invadem de novo os nossos dias, os nossos sentimentos. Tens de ter força e nunca desistires de lutar pela felicidade que tanto queres- Gostei muito do texto :)*

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  2. E o verdadeiro sentimento encontra-se na arte de desvendar sorrisos (e olhares) . Gostei *-*

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